“A Lua e as Fogueiras” de Cesare Pavese

As cicatrizes que se acumulam no Homem

A Lua e as Fogueiras é considerado o mais importante livro de Cesare Pavese, uma história feita de eclipses e incêndios interiores que não era publicada há quase vinte anos.

Publicado em 1950, apenas quatro meses antes do suicídio de Pavese, este relato na primeira pessoa é marcado por coincidências biográficas entre o protagonista e o próprio autor. Nele, um homem está de volta à sua terra natal para encontrar tudo diferente. Mas será que essa transformação provocada pela passagem do tempo é exclusivamente exterior, refletida apenas no cenário social ao seu redor, ou terá sido ele quem mais mudou?

Sinopse

Depois de vinte anos emigrado na América, um homem regressa à Itália da sua juventude. Percorre os caminhos da aldeia onde viveu ainda rapaz, atravessa os campos e descobre que à sua volta tudo mudou. Tudo menos a paisagem e Nuto, um velho amigo com quem gosta de falar do passado.

Ao seu espírito acorrem as imagens de outros tempos, os primeiros amores, as primeiras experiências de vida, mas entretanto outros acontecimentos intervêm, já não recordações, mas a cega loucura do presente, outros fogos que não são já as fogueiras que os camponeses acendiam, mas incêndios provocados pela raiva ou pelo desespero.

Romance que precede em poucos meses o suicídio do autor, em 1950, A Lua e as Fogueiras é uma história sobre a passagem do tempo, as cicatrizes que se acumulam no homem e, em contraponto, a impassibilidade da Natureza.

Um texto que revela em pleno os talentos de Cesare Pavese.

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Sobre o Autor

Cesare Pavese nasceu em 1908, na pequena vila italiana de Santo Stefano Belbo. Em 1927 inscreve-se na Faculdade de Letras da Universidade de Turim e inicia pouco depois o seu trabalho de escrita e de tradução de alguns dos mais relevantes autores de língua inglesa do século XX, entre os quais John Steinbeck, William Faulkner e James Joyce.O seu primeiro livro de poesia, Trabalhar Cansa, é revelado em 1936.

Combatente antifascista, foi preso e condenado ao degredo, aderindo, depois da guerra, ao Partido Comunista. Em 1947 publica Diálogos com Leucò e em 1949 O Belo Verão, livro que veria distinguido em 1950 com o Prémio Strega. Nesse mesmo ano, e pouco após o lançamento daquele que é considerado o seu romance mais bem-conseguido, A Lua e as Fogueiras, Pavese suicida-se, num quarto de hotel em Turim.

Boas Leituras ❤️

Author: Ana Rute Primo

Licenciada em Educação, com especialização em Pedagogia Social e da Formação, empreendedora e autodidata do mundo digital, apaixonada por livros (tanto faz que sejam em papel como em formato ebook), viciada em bibliotecas e livrarias, adora animais e a natureza, preza o silêncio e o bem-estar físico e emocional. Traz sempre a família no coração. Podem segui-la no instagram em https://www.instagram.com/anaruteprimo .

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