O Livro de Areia, de Jorge Luis Borges

«O número de páginas deste livro é exatamente infinito. Nenhuma é a primeira; nenhuma, a última.»

Assim se descreve o inconcebível livro de areia que dá nome à derradeira coletânea de contos de Jorge Luis Borges — publicada em 1975, há muito esgotada, é agora reeditada pela Quetzal, na coleção que utiliza os elementos do tríptico das Tentações de Santo Antão, de Hieronymus Bosch.


«Disse-me que o seu livro se chamava Livro de Areia, porque nem o livro nem a areia têm princípio nem fim», lê-se no último dos 13 contos que compõem este volume imprevisível, enigmático, labiríntico e, ao mesmo tempo, monstruoso: um livro de areia, que tomará o tempo e a memória do leitor para sempre. Um volume de folhas incalculáveis onde, como é hábito de Jorge Luis Borges, não faltam traços autobiográficos.


A primeira das histórias, «O Outro», retoma o tema do duplo; depois, há narrativas sobre literaturas que conhecem apenas uma palavra, sobre amores fugazes ou a natureza e a ordenação do cosmos. Jorge Luis Borges novo e antigo, num jogo de espelhos que confunde leitor e autor.

Crítica internacional:

«Mais do que qualquer outro, Borges renovou a linguagem de ficção.»

J.M. Coetzee


«Sem Borges, o moderno romance latino-americano simplesmente não existiria.»

Carlos Fuentes


«O maior contador de histórias de sempre.»

The Washington Post


«É necessário ler Borges porque escreveu uma obra muito difícil de superar.»

Harold Bloom
«Borges é o nosso mestre.» Roberto Bolaño


O Livro de Areia é traduzido por Antonio Sabler.

COMPRAR na WOOK

COMPRAR na BERTRAND

Sobre o Autor:

Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo nasceu em Buenos Aires, em 24 de agosto de 1899, e morreu em Genebra, em 14 de junho de 1986. Em 1923, publicou o seu primeiro livro, mas o reconhecimento internacional só chegou em 1961, com o Prémio Formentor, que partilhou com Beckett. A par da poesia, Borges escreveu ficção, crítica e ensaio. Foi professor de literatura e dirigiu a Biblioteca Nacional de Buenos Aires entre 1955 e 1973. A sua obra é como o labirinto de uma enorme biblioteca, uma construção fantástica e metafísica que cruza todos os saberes e os grandes temas universais.

Author: Sílvia Reis

Professora de Inglês e Alemão e tradutora é, hoje em dia, mãe a tempo inteiro e trabalhadora multi-funções em part-time. O pouco, muito pouco, tempo livre que lhe resta, é utilizado para ler. Podem segui-la no Blog O Dia da Liberdade, no facebook e no instagram.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *