O Homem partiu em busca de outros mundos, de outras civilizações, sem conhecer inteiramente os seus próprios recantos, os seus becos sem saída e abismos, e sem saber o que está por detrás das suas portas negras.
Reeditado pela Antígona, já está disponível nas livrarias.
Sinopse
Pela primeira vez em tradução directa do polaco, Solaris (1961) é uma das mais complexas e filosóficas obras de ficção científica, e consagraria Stanisław Lem como autor de culto.
Publicado em Varsóvia em pleno regime comunista e adaptado ao cinema por Andrei Tarkovski (1972) e Steven Soderbergh (2002), é um livro dominado por um imenso e enigmático oceano planetário, capaz de controlar as emoções e as memórias de exploradores à beira da loucura, isolados numa estação espacial.
Neste romance psicológico sobre a incomunicabilidade, a angústia face ao insondável e a incapacidade humana de lidar com o desconhecido sem causar destruição, Stanisław Lem leva-nos a um planeta distante para revelar os eternos abismos e buracos negros da alma.
Sobre o Autor
Stanislaw Lem (1921-2006) é um dos autores polacos mais traduzidos e destacados.
Nos anos 40, estudou medicina e psicologia em Lviv e em Cracóvia.
De ascendência judaica e apoiante da resistência, foi forçado a obter documentos falsos — que o salvaram das câmaras de gás de Belžec — e, como mecânico, dedicou-se a sabotar carros alemães durante a ocupação nazi.
Nos anos 60 e 70, publicou A Nave Invencível (1964) e A Voz do Dono (1968), e livros com um humor inimitável, como Memórias Encontradas numa Banheira (1961) e Congresso Futurológico (1971).
Em 1976, foi expulso da Associação de Escritores de Ficção Científica e Fantasia da América, por ter criticado a qualidade da produção norte-americana no género.
Romancista e ensaísta premiado, perdurará, neste planeta, como um mestre da imaginação, e, na galáxia, como 3836 Lem, o asteróide a que deu nome.
Boas Leituras ❤️